quarta-feira, 13 de abril de 2011

Como usar trepadeiras no seu jardim

Elas são exuberantes, com cores intesas, atraem borboletas e beija-flores, algumas tem floradas impressionantes, como a jade vermelha  e a primavera, outras são delicadas como o japatinho de júdia, mas todas  tem o poder de emocionar.

No paisagismo as trepadeiras, tem efeito espetacular se for projetada para o  local ideal, mas quando colocadas em lugar inadequado, vira uma grande dor de cabeça.

É necessário que elas estejam sempre apoiadas em estruturas qua as valorize, como pergolados e treliças,

Exemplo de algumas especies

Jade Verde
 
Nome Científico: Strongylodon macrobotrys

Nome Popular: Trepadeira-jade, trepadeira-filipina

Família: Fabaceae

Divisão: Angiospermae

Origem: Filipinas

Ciclo de Vida: Perene

A trepadeira-jade é uma trepadeira vigorosa, perene, de ramos lenhosos, que pode alcançar muitos metros de altura, dependendo do suporte em que se encontra. Suas folhas abundantes são trifoliadas, com folíolos elípticos, alongados e verdes. Floresce na primavera e verão, com a formação de longas inflorescências axilares. As flores apresentam o formato de garras (unhas) invertidas, com um brilho perolado espetacular e uma coloração entre o verde e o azul, sendo comparada com as pedras preciosas jade, água-marinha e esmeralda.

A trepadeira-jade é uma planta excelente para cobrir estruturas fortes como pérgolas e caramanchões, devido ao crescimento vigoroso e à natureza das inflorescências que se destacam pendentes. Em outros tipos de suportes, como cercas e treliças não é possível apreciar por debaixo da planta, os cachos de flores. Fornece sombra agradável o ano todo e atrai beija-flores. As podas podem ser realizadas para contenção do crescimento e renovação da folhagem. Uma curiosidade: Nas Filipinas o polinizador natural da trepadeira-jade são os morcegos.

Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra em solo fértil e enriquecido com matéria orgânica, irrigado a intervalos regulares. Adubações anuais na primavera ou verão estimulam florações mais abundantes. Aprecia a umidade e o calor. Não é tolerante ao frio intenso, devendo ser cultivada em regiões de clima mais quente. Multiplica-se por sementes, estaquia, alporquia e mergulhia.



Jade Vermelha -
Nome científico : Mucuna bennettii, F. Muell.

Mucuna novo-guineensis, Scheff.

Nome Popular : Jade Vermelha ou Trepadeira da Nova Guiné

Familia : Leguminosae-Papilionoideae

Origem : Papua-Nova Guiné

Características : Trepadeira bastante vigorosa de ramos moles e crescimento rápido.

Inflorescência : Inflorescências pendulas, longas, com numerosas flores grandes de coloração vermelho-escarlate.

Plantio : Plantar em covas bem espaçosas enriquecidas com terra vegetal e superfosfato simples.

Solo : Evitar solos compactados preferindos os ricos em matéria orgânica e bem drenados.

IMPORTANTE : Logo após a muda ter sido plantada nós aconselhamos fazer um sombreamento parcial da planta. Uma boa maneira de se fazer este sombreamento é fincar algumas folhas de palmeiras verticalmente ao lado da muda, após as raízes se estabelecerem ao solo o sombreamento deve ser retirado pois a planta necessita de sol.

Luz : Pleno sol ou meia-sombra.

Clima : Tropical e subtropical.

Regas : Manter o solo levemente umedecido com uma boa cobertura morta .


Esta trepadeira originária de Papua-Nova Guiné é de crescimento bastante vigoroso com folhas compostas de três folíolos ovais-alongados bem parecidas com a Trepadeira Jade. Suas flores são grandes e de coloração vermelho-escarlate brilhante e reunidas em enormes cachos pendentes de beleza sem igual. Seu efeito decorativo é realçado quando plantada em caramanchões de estrutura bem forte ou pérgolas que suportem o vigor da planta e para que as flores sejam ostentadas de forma pendente.


O cultivo desta espécie teve início em 1940 pelo Jardim Botânico de Cingapura através de sementes coletadas nas florestas de Papua-Nova Guiné e desde então, devido à impressionante beleza de suas flores, passou a ser uma das trepadeiras mais cobiçadas por colecionadores. Ainda neste gênero existe a Mucuna novo-guineensis Scheff. também de grande valor ornamental e com bastante semelhança à Mucuna bennettii causando até certa confusão entre os cultivadores, as principais diferenças são notadas nas flores que na espécie novo-guineensis são mais estreitas e bem mais longas que a bennettii, com coloração mais vermelha.

Para deixarmos bem definidas as diferenças entre estas 2 fantásticas espécies, nós usamos para a Mucuna novo-guineensis Scheff. o nome de Jade Vermelha de Cachos Compridos, cuja propagação é ainda mais difícil que a Mucuna bennettii e é ainda mais sensível às baixas temperaturas. Devido a estas dificuldades o seu cultivo tornou-se ainda mais raro no Brasil.

Devido ao fato de ser nativa de Papua-Nova Guiné, país de clima equatorial com temperaturas médias entre 21 a 32 graus centígrados e chuvas anuais superiores a 2.000 mm., o seu cultivo em regiões com temperaturas e umidade do ar mais baixas fica dificultoso, principalmente durante o inverno quando chega derrubar as folhas de forma acelerada. É bem menos resistente ao frio que a trepadeira Jade. Uma dica importante para os interessados em cultivar esta trepadeira é plantar a mesma nos meses mais quentes e estimular o seu crescimento com adubações a curtos intervalos para que a planta já esteja bem desenvolvida quando o inverno chegar.

Esta dica serve também para a Trepadeira Jade Strongylodon macrobothrys A . Gray que é nativa das Filipinas e já bem mais conhecida que as espécies vermelhas. Seus cachos longos com flores de coloração azul-esverdeado a torna única e incomparável e ainda é uma das trepadeiras mais admiradas e procuradas.



                                                              
   Cipô de São João - Nome Científico: Pyrostegia venusta

Nome Popular: Cipó-de-são-joão, flor-de-são-joão, cipó-vermelho

Família: Bignoniaceae

Divisão: Angiospermae

Origem: Brasil

Ciclo de Vida: Perene

Trepadeira muito utilizada na decoração das festividades de São João em todo o Brasil. Produz muitas inflorescências, compostas de pequenas flores alongadas e alaranjadas em pleno inverno destacando-se. É uma planta interessante quando queremos ter flores vistosas nos meses frios. Cobre muito bem pérgolas, cercas, treliças, muros e caramanchões.

Devem ser cultivadas em solo fértil com regas regulares, sempre a sol pleno. Uma boa adubação com farinha de ossos e cinzas estimula uma floração abundante. É frequente observá-la nas matas a beira das estradas. Multiplica-se por sementes e por estaquia.

Primavera - Nome Científico: Bougainvillea glabra

Sinonímia: Bougainvillea glabra var graciliflora

Nome Popular: Primavera, três-marias, buganvília, buganvile, sempre-lustrosa, santa-rita, ceboleiro, roseiro, roseta, pataguinha, pau-de-roseira, flor-de-papel

Família: Nyctaginaceae

Divisão: Angiospermae

Origem: Brasil

Ciclo de Vida: Perene

Trepadeira lenhosa, de florescimento abundante e espetacular. Sua folhas são pequenas, lisas, levemente alongadas e brilhantes, diferenciando-a da B. spectabilis. As flores são pequenas e projetadas, de coloração amarelo creme, envolvidas por brácteas róseas. Pode ser conduzida com arbusto, arvoreta, cerca-viva e como trepadeira, enfeitando com majestade pérgolas e caramanchões de estrutura forte.

Devem ser cultivadas em solo fértil, previamente preparado com adubos químicos ou orgânicos, sempre a pleno sol. Oriunda de sul do Brasil, de característica subtropical, ela suporta muito bem o frio e às geadas, vegentando bem em áreas de altitude também. Requer podas de formação e de manutenção anuais, para estimular o florescimento e renovar parte da folhagem. Multiplica-se por sementes, alporquia e estaquia.

Sapatinho de Judia
Nome Científico: Thunbergia mysorensis

Sinonímia: Hexacentris mysorensis

Nome Popular: Sapatinho-de-judia

Família: Acanthaceae

Divisão: Angiospermae

Origem: Índia

Ciclo de Vida: Perene

O sapatinho-de-judia é uma trepadeira com inflorescências longas e pendentes, compostas de flores de coloração amarela com marrom avermelhado. Sua folhagem é bastante ornamental também, destacando as flores, pelo verde escuro das folhas. Ela é muito apropriada para cobrir pérgolas, pórticos e caramanchões, de forma que as inflorescências pendentes ficam muito evidenciadas. Ocorre ainda uma variedade de flores totalmente amarelas. Atrai beija-flores.

Deve ser cultivada a pleno sol ou meia sombra em solo fértil e enriquecido com matéria orgânica, com regas regulares. Tipicamente tropical, não tolera o frio. Multiplica-se por estaquia.


Congéia - Nome Científico: Congea tomentosa 


Nome Popular: Congéia, Côngea

Família: Verbenaceae

Divisão: Angiospermae

Origem: Índia, Malásia, Burma, Tailândia

Ciclo de Vida: Perene

A congéia é uma trepadeira de ramagem lenhosa, ramificada, conhecida no mundo todo devido ao seu florescimento decorativo. Suas folhas são elíptico-ovaladas, opostas, tomentosas (pilosas), perenes, de cor verde clara e com nervuras bem marcadas. No fim do inverno e início da primavera a congéia floresce, exibindo numerosas flores brancas, pequenas e discretas, mas cada uma circundada por três brácteas em forma de hélice, muito vistosas e duráveis, que mudam de cor gradativamente, do rosa para o roxo e posteriormente para o cinza, ao longo de várias semanas. A floração é tão densa e abundante que mal se pode ver a folhagem.

A congéia é uma trepadeira muito vigorosa e exuberante, com textura delicada. Apesar de tropical, ela se encaixa em diferentes estilos de jardins, e pode cobrir cercas, grades, caramanchões, pérgolas, pórticos e coroar muros. Também pode ser conduzida como arbusto e cerca-viva. As podas, realizadas após o florescimento, auxiliam na formação e contenção da planta e estimulam seu adensamento. Os ramos floridos da congéia podem ainda ser utilizados como flor-de-corte em buquês e arranjos florais.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica e irrigado periodicamente. Para plantio em renques se recomenda a distância mínima de um metro entre as plantas. Trepadeira tipicamente tropical, aprecia o calor e não tolera geadas ou nevascas. Em países de clima temperado deve ser protegida no inverno em estufas. Multiplica- se por estaquia ou alporquia, após o florescimento, ou por sementes



Dados Técnicos -  Extraidos de Plantas Ornamentais do Brasil, Harri Lorenzi - Hermes Moreira de Souza 3º Edição

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